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Autoscopia

Não procuro ensinar ninguém, nem persuadir alguém de nada. Porque não sei mais sobre nada que outro qualquer (as coisas de que efectivamente sei não falo delas, não aqui), e porque não creio que a persuasão se faça com estas palavras.

Como Groucho Marx, que não queria ser sócio de um clube que aceitasse pessoas como ele, não quero persuadir de nada o tipo de pessoas que se deixam convencer por um blog.

E no entanto há aqui objectivos, diferenças entre isto do blog e escrever para a gaveta:

  1. Entreter: ter a sensação de que há pessoas que sorriem ao ler o que se escreve.
  2. Fazer pensar: provocar, chocar, abanar, fazer pessoas pensar em coisas que ninguém lhes diz, ou só lhes diz de outra maneira.
  3. O controlo de qualidade: a gaveta não dá feedback, não se queixa, não te diz se as coisas são boas ou não, se interessam a alguém ou não.

Resumidos e analisados estes singelos objectivos, eu, que achava que fazia isto porque me divertia, descubro que tenho um blog porque acho que sou muita bom e consigo entreter alguém, acho que tenho ideias muito originais e que toda a gente devia pensar nelas, e quero feedback das pessoas (sejam page views, comentários, nudes, ou cabazes de fruta mandados cá para casa) para me fazerem sentir inchado e feliz por ser tão bom nisto.

Dou por mim a pensar que se calhar sou uma péssima pessoa.

 

2 thoughts on “Autoscopia

  1. Isabel
    05/03/2018 at 16:29

    Fazer pensar, reflectir, sonhar, cismar nunca foi sinal de ser má pessoa, mau ser humano, para mim sinal de evolução da espécie humana. Em relação ao blogue muito bom mesmo. 😉 uma leitora assídua

  2. Alice
    07/03/2018 at 01:21

    Pois ainda bem que não vão para a gaveta!

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