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Breves Considerações Sobre Mamas

blonde-with-boobsNão há um arquétipo universal para as mamas: cada um tem o seu; não sei se há um arquétipo universal para as pilas; de facto não penso muito em pilas. mas admito que haja menos variação na apreciação das pilas do que na das mamas.

Será que há quem goste, prefira, pilas pequenas? Sei que há gente que gosta de mamas grandes, grandes-garrafão-de-água-do-luso, tal como há gente que deve gostar de monster cocks; acredito que haja gente que goste de mamas pequenas, pelo menos há quem diga que as prefere, se bem que me custa a perceber, no caso limite, de que é que gostam ao certo, se é das mamas lisas ou do facto de não haver ali mamas maiores, por-outras-palavras se é mesmo de mamas pequenas ou se é de um certo ar andrógino; não sei, se alguém souber que me esclareça por favor.

As mamas pequenas, excluindo as lisas-lisas, têm a importante característica de ser, regra geral, firmes. Há poucas coisas mais tristes que umas mamas pequenas e flácidas; a quantidade de personalidade, inteligência e interesse que uma mulher tem de possuir para ser sexy com umas mamas dessas é difícil de encontrar. Mas a firmeza das mamas pequenas é um engano, é como dizer que um pastel de bacalhau é uma coisa leve – claro que é leve, porque é só um; se comeres dez depois falamos. As mamas pequenas são firmes porque não têm peso suficiente para sofrerem estruturalmente com a gravidade. O que é admirável é a firmeza acima da copa A.

As mamas mais interessantes situam-se entre as copas B e D, mais que isso é raro serem excelentes, são como aqueles restaurantes onde a comida não é muito boa mas as doses são enormes, e vai-se lá à mesma de mês a mês ou quando se tem mesmo muita fome.

Voltando às copas B a D, isto obviamente não é medida que funcione com soutiens portugueses, ou com mamas portuguesas, ou com portuguesas em geral. A maior parte das portuguesas usa copas B, quer tenha mamas médias, mamas pequenas, ou mamas grandes. Isto não é uma sondagem, é uma constatação, e receio que a amostra possa não ser significativa, mas a sensação que tenho é as lojas andaram muito tempo a só ter copas A e C nos modelos mais feiosos e desconfortáveis, por isso uma geração inteira se rendeu a comprar copas B e tentar enfiar as mamas lá dentro, ou comprar copas B dois números abaixo e espalmar um bocado aquilo para não ficar ar entre a roupa e as mamas.

Mesmo entre o que, conceptualmente, são as copas B e D, não existe um tamanho de mama ideal. A mama ideal não é a mama média – seja isso o que for; desconfio que se juntar 5 homens e perguntar a cada um o que é uma “mama média” um vai responder “quê??” e os outros vão todos dizer tamanhos diferentes. alguns deles levantando as mãos à frente do corpo como se estivessem no basket, girando os pulsos e dizendo “mais ou menos assim”. Sim, é assim que os homens medem mamas, por memória táctil.

A mama média não é portanto coisa que tenha uma leitura universal pelos homens; e também não é coisa que suscite grande apreço, a julgar pelas respostas que dão quando lhes perguntam. O tamanho de mamas preferido pelos homens casados, quando inquiridos pelas esposas, nunca é “média” mas sim “as tuas, amor”, medida mítica que lhes vem de tempos imemoriais em que, no paleolítico, os homens que respondiam a essa pergunta de suas mulheres dizendo o tamanho das mamas da vizinha tinham uma maior tendência a não procriar. O bom senhor Darwin explica que nós somos filhos dos outros, desses que respondiam “as tuas, querida” ou o equivalente disto em paleolítico. É portanto, como se vê, uma resposta genética.

Já, pelo contrário, a pila média é, nas relações, objecto de maior apreciação; mulher nenhuma admite ao seu gaijo que a pila dele é a maior que ela já viu, não vá ele ficar convencido de que é um deus grego ou coisa assim e se desleixe. Pelo contrário, não lhe quer dizer que a pila dele parece importada do Portugal dos Pequeninos, não vá o homem escangalhar-se, que os homens são muito psicológicos. Assim, muitas mulheres verbalizam uma preferência pela pila “média”, dão duas ou três desculpas vagas sobre as desvantagens do pénis mais farto, e rematam com um “a tua está óptima, querido”.

Voltando às mamas, tanto ou mais importante que o tamanho é a firmeza. A firmeza requerida para um par de mamas ser um bom par de mamas varia essencialmente com o tamanho das ditas, com a idade da dona, e com a tesão com que o homem está. As mamas que num dia são interessantes podem, no dia seguinte, não ter graça nenhuma pelo simples facto de que o homem deu uma queca entretanto, ou não está para aí virado. Mas exceptuando a variação, há mamas que em mulheres de 50 anos são fantásticas e outras que em raparigas de 20 não suscitam grande atracção. E além da firmeza há mais factores, que fazem com que a ponderada apreciação de umas mamas seja não só uma técnica mas também uma arte, e requeira anos de dedicação e análise, o que explica o foco abnegado de muitos homens nela.

No final de contas, o factor mais importante num par de mamas é a pessoa a quem vêm agarradas. Mas, se exceptuarmos isso, as mamas querem-se, regra geral, como as pilas: gordas e rijas.

 

3 thoughts on “Breves Considerações Sobre Mamas

  1. 08/06/2017 at 15:29

    Sorrio sempre quando oiço/leio observações/considerações/preocupações sobre o tamanho das pilas. É que, de facto, as mulheres não dão muita importância a essa questão, a não ser que o tamanho seja anormalmente grande ou pequeno. Já sobre a tonicidade e firmeza, a conversa é outra, até porque são elas que mais influenciam o desempenho, que é afinal o que nos interessa.

    Sim, eu sei que o artigo é sobre apreciação de mamas, assunto sobre o qual gosto sempre de ler.

    1. 09/06/2017 at 10:39

      Isabel, sorrio sempre quando uma mulher me expressa interesse sobre mamas. Sei que é uma coisa normal e expectável, mas faz-me sorrir à mesma porque acho isso bonito e porque sou às vezes um bocado tonto. Sobre o tema das pilas, e da relação dos homens com as suas, e sobre o que eles acham que as mulheres acham sobre pilas, há muito para dizer, um dia destes havemos de abordar o tema, que me parece de valor. Igualmente haverá algo para dizer sobre o que é que os homens acham das vulvas e das vaginas; fala-se muito da apreciação masculina das nádegas e dos seios, mas da coisa em si pouco se fala, e alguém tem de se chegar à frente e falar do assunto (digo eu).

      1. 09/06/2017 at 14:37

        Menino De Sua Mãe, faz sentido que sorrias ou te admires (julgo poder usar o tratamento por tu) quando uma mulher expressa interesse por mamas porque creio serem poucas as que o fazem abertamente.
        Por várias razões.
        Receiam que sejam levantadas dúvidas sobre a sua orientação sexual e que eventualmente se pense que são lésbicas. Isto porque o interesse por mamas é um interesse primordialmente focado no feminino, embora também me interesse muito por mamas de homens, que também são zonas erógenas. (Fala-se pouco disso. Acho que eles não gostam de falar nisso.) E nesta senda, também pela mesma razão (embora possam existir outras), é raro uma mulher confessar que se sente excitada, sobretudo em determinadas alturas, quando vê outra mulher com as mamas túrgidas por várias razões, entre as quais a ovulação ou a gravidez, o que se pode ver bem num balneário de ginásio, por exemplo; ou devido à amamentação, o que se vê quando o faz em público. E isso acontece, sobretudo quando há uma capacidade expressiva dessas mulheres para reterem uma memória significativa das sensações que experimentaram e/ou experimentam em circunstâncias idênticas. O processo de excitação também vive da memória e se a mulher for substancialmente sensível ao nível das mamas, a visualização do que remete para esse estado, acciona o mecanismo.
        Outro tipo de pudor ou medo de receber apreciação negativa ou até receio que se chame de depravada, relacionado com mamas, tem que ver com a inibição de se confessar que se pode sentir excitada durante o processo de amamentação. Nunca mais me esqueci de alguns dos relatos que li sobre isso, em especial pelo facto de alguns comentários aos mesmos desancarem nas visadas com rótulos de depravadas, que esqueciam o papel de mães, que só pensavam em sexo. O que eu não consigo perceber é a dificuldade de se interpretar que pode ser uma resposta natural, já que uma mulher não tem que estar controlada ao minuto na questão de ser a boca do bebé.
        Sempre que penso, oiço, falo, sobre estas questões, inevitavelmente vem-me à ideia que estas coisas podem ser faladas, no sentido de aceitação social, consoante o objectivo que estiver em causa, sendo que o prazer dos outros continua a ser criticado.
        Por exemplo, se eu dissesse que andava numa fase de ter sexo todos os dias porque estava a tentar engravidar, era do melhor, que estava a trabalhar para uma causa nobre, e até podia dizer em espaços com pessoas desconhecidas, como cabeleireiro, loja, no trabalho. Mas se eu confessasse ter sexo com essa frequência por estar numa fase de grande vontade, era a depravada, e o que é que ela quer.
        Com as mamas, a questão é muito similar. Se eu dissesse que sentia as mamas muito sensíveis e túrgidas e estivesse grávida ou a amamentar, era do melhor, que era um processo natural associado a uma causa nobre. Mas se eu confessasse sentir essa zona especialmente excitada devido a apetite sexual, alto lá que a fulana é depravada, não se sabe controlar e é um perigo.

        Mas os homens têm algo de especial a dizer sobre as vulvas e as vaginas? Quero dizer se têm algo de especial a dizer sobre a questão estética das mesmas?
        Não será uma posição idêntica àquela que nós temos em relação às pilas? Se cumprir bem a função, está tudo bem.

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