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Da Embalagem

Na passada semana discutiu-se no Parlamento o tema do excesso de embalagem de alguns produtos. É tema com que me solidarizo, não porque tenha particular consciência ambiental mas porque me aborrece fazer um esforço acrescido para desembalar as coisas quando chego a casa.

A mim o que realmente me aborrece são as embalagens dos brinquedos. Não raras vezes uma qualquer criança, em desespero, nos pede ajuda para desembalar o seu brinquedo, e nós, como adultos, prestamo-nos a ajudar para logo em seguida ser frustrados por duas camadas de plástico, mais duas do cartão mais duro que há, atilhos metálicos a prender os bonecos, parafusos – quem é que põe parafusos em embalagens? – a segurar tudo. Isto só serve para fazermos má figura e a criança ficar a pensar que este adulto é um incompetente, e para a próxima tenta ela desembalar aquilo sozinha.

Se por um lado entendo que as embalagens tenham de ter uma certa robustez, para proteger o que lá vem dentro, por outro não percebo porque é que um  Action Man tem uma embalagem mais robusta do que uma televisão. Parece que o objectivo é impedir a criança de chegar ao brinquedo, e não entendo porquê. Para impedir que se magoe? Quando o brinquedo é dela e para ela, e a única coisa perigosa que pode aparecer são os plásticos rijos e os arames a parafusos da embalagem? Ou será que se estão nas tintas para o brinquedo e para o acto de brincar, e só lhes interessa que o artigo venha bonito na embalagem, sem se mover da posição e a Barbie nem despenteie os cabelos?

Continuo a não saber o que passa pela cabeça dos designers de embalagens, mas começo a achar que quem desenha as embalagens de brinquedos para crianças é a mesma gente que desenha alguma roupa de mulher. Pensando bem, até faz sentido.

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