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Jabberwocky, ed. 11

peekingDe vez em quando recordamo-nos que isto é um blog, não é um caderno nem um diário. Após um mês com WordPress num servidor próprio, tenho a informar que estou muito contente com a mudança. Não apenas por me ter livrado do porteiro (continuo a achar que “compreendo e pretendo continuar” é uma frase genial, mas incomodativa para estar escarrapachada assim à porta de um blog), mas sobretudo pelo facto de que, estando no meu próprio servidor (e não no wordpress.com) poder instalar os plugins que me apeteça e experimentar coisas diferentes.

Resisto à tentação de atafulhar o blog de coisas – já tenho coisas demais, entre blogrolls e posts recomendados e 300 categorias diferentes – prefiro um certo minimalismo, embora acredite que por vezes não se note.

A mudança de plataforma não trouxe só vantagens, veio misturada com alguns problemas.
A migração de posts e comentários do Blogger para aqui correu lindamente, mas a formatação dos posts migrados não ficou ideal, devido à maneira distinta como o Blogger e o WordPress tratam as quebras de linha. O alinhamento de muitas das imagens também sofreu, e, pior que tudo, uma série de posts com vídeos ficaram vazios. Felizmente não são muitos, e hei de os ir corrigindo manualmente ao longo do tempo.
Outro problema com que me deparei tem a ver com os logins dos comentadores. Há muito mais gente com conta no Blogger do que no WordPress.com, e no Blogger muitos comentadores estavam logged in “automaticamente”. Aqui não, e o facto de terem de fazer login ou preencher nome e email e etc é aborrecido, e desmotiva o comentário, que é coisa que me aborrece. Gosto de comentários, gosto de saber o que as pessoas acham, de trocar ideias sobre coisas, e tudo o que faça as pessoas comentar menos é contraproducente. Adicionei uns botões para fazer login com o Facebook e com contas do Google (que são as contas do Blogger), pode ser que isso ajude.
A terceira coisa que me aborrece é o feedly.
Quando o Reader morreu, mudei para o feedly, e gosto. Mas agora que mudei para um servidor próprio o feedly decidiu que o meu servidor, como é pequenino e só tem o meu blog, é coisa pouco importante, portanto só se vai lá ver se há posts novos de vez em quando. Chega a levar horas desde que publico um post até ele aparecer no feedly. Azares da vida, mas não vou pagar aos senhores da feedly a exorbitância que eles querem para actualizar os meus feeds mais frequentemente, mais depressa tenho paciência, ou mudo de reader.
Decidi experimentar o Bloglovin, que às primeiras impressões não me satisfaz tanto como o feedly, mas pelo menos não leva quatro horas para me mostrar os posts novos. O senhores do Bloglovin querem que eu ponha um link num post para poder dizer que o blog é meu, por isso há de haver um link assim ali no final do post. Se usam o Bloglovin e quiserem fazer o obséquio de lá clicar, a gerência agradece.

Sim, porque por mais blasé que sejamos, por mais que escrevamos para nós e para a meia dúzia de pessoas que imaginamos que lêem o Menino, não estamos aqui para enganar ninguém: gostamos* de ser lidos, gostamos de chegar a mais pessoas, gostamos que as pessoas nos digam o que acham, achem bem ou achem mal. Sabemos que escolhemos uma via que nos dificulta o alcance – mais sobre isso num próximo post – mas ainda assim gostamos de ver os números de leitores e subscritores e etc a subir. Também temos o nosso pequeno ego, e também se alimenta um bocadinho disso – por mais que queiramos dar o ar de que isso não nos interessa nada. Quem não quer ser lido escreve para a gaveta, não tem um blog.

* há uma certa tendência para o plural majestático nestas frases, que há – mas o Menino não é um blog colectivo, excepto se pensarmos que há o Menino, mas há um autor por detrás do Menino, e nem sempre coincidem a cem por cento.

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