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O Brain Motel E A Traição

strip chubby 2Olhar para uma mulher não é traição, como não é traição imaginá-la nua ou na cama; não é traição uma mulher fazer o mesmo, e há as que o fazem, mesmo que muitas não o façam à velocidade e com o desembaraço dos homens. Traição é não ter consciência, é não ter imaginação nem liberdade de pensamento suficiente para fazer isto sem intenção nem consequência. Olhar para uma mulher não é ofensa, não é falta de consideração por ela, não é objectificação; o que é ofensa é não ser discreto, é impor-lhe a percepção do que estamos a fazer, é fazê-la sentir observada, despida, nua – isso sim é falta de respeito, ofensa, crime até, na nova acepção do assédio. Sim, pode assediar-se alguém só com um olhar; é importante saber isso, e é importante evitá-lo, o respeito enquanto pessoa, enquanto humano, deve sobrepôr-se a tudo. Não se pode, igualmente, tratar de forma diferente quem é bonito e quem é feio, quem é boazona e quem não é. Isso é que é a objectificação, o deixar que a parte física nos dite o comportamento, mais do que as partes relevantes para a nossa relação.

(Uma nota breve sobre isto: no caso do atendimento ao público, a simpatia (de quem atende e de quem é atendido) faz parte das características profissionais da relação. O tamanho das mamas não faz. É lícito discriminar sobre a simpatia: ser mais simpático com quem é simpático para nós, e ao contrário. Ser mais simpático com a empregada boazona do que com a outra é incorrecto, é objectificação. No trabalho em equipa num escritório, a simpatia não faz, em muitos casos, parte das características profissionais relevantes. Já a competência faz. As mamas, essas, continuam a ser irrelevantes.)

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