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O Casamento De Mary Wollstonecraft

“If ever there was a book calculated to make a man in love with its author, this appears to me to be the book. She speaks of her sorrows, in a way that fills us with melancholy, and dissolves us in tenderness, at the same time that she displays a genius which commands all our admiration.”

— William Godwin, sobre Mary Wollstonecraft

Há 220 anos Mary Wollstonecraft casou, a 29 de Março, com William Godwin. Mary era a autora de The Vindication Of The Rights Of Woman, a primeira das grandes obras sobre os direitos das mulheres; Godwin era um filósofo anarquista; ambos se opunham, filosoficamente, à instituição do casamento tal como ela existia no século XVIII. Ainda assim, casaram, estando Mary grávida daquela que viria a ser a autora de Frankenstein. Casaram para dar “legitimidade” à filha que Mary esperava, submetendo-se, aparentemente, às regras da sociedade, apesar das suas convicções. Ou, pelo contrário, mostrando, a quem pensa neles 200 anos depois, que não é usar um fato que te torna uma peça do aparelho, que não é casar que te torna submissa, que não é amar que te torna fraco.

Mary Wollstonecraft escrevia, em 1792, que uma mulher devia escolher um marido – e um marido uma mulher – pelas suas ideias e convicções, pela sua mente e pela sua moral, nunca pelo aspecto físico. Não escreveu – mas podia ter escrito – que quando amas a cabeça de alguém, quando te apaixonas por alguém por escrito, casar ou não casar não é, de todo, a coisa mais importante.

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