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O Essencial É Querer(-Te)

O cancro da nossa sociedade não é que se foda pouco nem que se foda mal, é que se namore pouco, que haja tempo para o facebook e para o netflix e para a novela e não haja tempo para uns beijos e uns apalpões.

Nem tudo tem de acabar em sexo, nem uma mão na mama pode ser sempre prelúdio disso. Quando o for, e se o for, até a mão na mama vai passar a ser cortada, porque ás vezes, já se sabe, não há condições para o resto.

E no entanto os beijos e os apalpões proporcionam algumas das principais vantagens do sexo – a intimidade, o carinho, o toque da pele, a proximidade.

É que o carinho entre os casais não são jantares fora nem fins de semana na praia – isso são banalidades da classe média, são agradáveis, mas não são carinho.

E a intimidade não é ver séries juntos – isso é amizade, proximidade, cumplicidade até, mas intimidade é outra coisa.

Carinho e intimidade é encostar a cabeça no ombro, é deixar pôr a mão dentro da roupa, é cheirar a pele, é apalpar a mama só porque é bom, tocar com o dedo aqui ou ali porque sabe bem, sentir a tesão do outro, mesmo que seja só para ter tesão.

Depois disso pode ser que haja mais coisas, ou então não. E não importa: já se deu a essencial.

 

 

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