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Não sei se há alguém com menos de 30 anos que tenha lido Le Rouge Et Le Noir, tirando os alunos dos cursos de letras. Também não sei se isso é importante – há dezenas de bildungsroman posteriores, mais directamente adaptáveis aos nossos dias, e o livro de Stendhal vale hoje mais pelo contexto histórico, pela escrita, e pela relevância que teve, que à época quer na influência posterior noutros escritores.

A integração e a ascensão social são, no século XXI, problemas distintos dos que Stendhal descrevia em mil oitocentos e picos. Temos outras opções, e, sobretudo, outros caminhos. As sotainas e as fardas perderam a força à medida que as armas se subjugaram ao jogo político, e este aos interesses, à medida que a religião perdeu a força em metade do mundo ocidental, com as excepções que se conhecem.

Os bildungsroman de hoje já não são Le Rouge Et Le Noir, nem o Great Expectations, nem mesmo o Huck Finn; são o Kite Runner, a Solidão Dos Números Primos,  a Secret Life Of Bees, o Buddha Of Suburbia. São o Norwegian Wood, qualquer livro do John Green, o primeiro do Bret Easton Ellis.

Mas ainda são a Jane Austen, o To Kill A Mockingbird, o Catcher In The Rye, e talvez isso nos mostre que o mundo anda mais depressa cá fora do que nós por dentro.

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