1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Que Farias Se Ela Fosse Um Homem?

Androgyne_by_Yuna888Não fazem falta grandes livros nem ler muitas revistas para agir com igualdade, só tens de olhar para ti disciplinada, rigorosa, permanentemente. Mesmo que aches que tu achas que toda a gente é gente e é igual, pergunta-te isto:

Que faria eu se, em vez de seres mulher, fosses um homem?

Abrir-te-ia a porta? Duvidaria das tuas capacidades? Questionaria os teus critérios? Achar-te-ia insuportavelmente vaidoso, estridente, fútil?

Se ela fosse um homem, lavarias mais a louça? Deixarias a roupa pelo chão, os restos de comida no frigorífico?

Há um elefante no meio de muitas salas e é este: metade do “sexismo” é outra coisa. É egoísmo, antipatia, sociopatia, estupidez.

Mas nem sempre. Há quem se iria comportar de outra maneira, se ela em vez de uma mulher fosse um homem. E se em vez de feia fosse gira. E se em vez de velha fosse nova. Em se em vez de cubana fosse francesa.

E isto, às vezes, é mais profundo do que pensas. Se puderes mudar um hábito este ano, não te inscrevas num ginásio, nem deixes de fumar, e esquece essa coisa das saladas. Tenta isto, mesmo que aches que tu, claro, não precisas. Passa uma semana a perguntar-te, a cada gesto, quase insistentemente:

Que faria eu, se ela, em vez de mulher, fosse um homem?

Depois de uma semana continua a tua vida, mudado ou não.

(mas tem sempre presente isto: reservo-me o direito de gostar de umas pessoas e não de outras; de não tratar igualmente quem amo e quem desprezo, quem me é agradável e quem prefiro longe. a homogeneidade não existe, e, se forçada, leva à alienação e à indiferença. o inimigo é o preconceito e o estereótipo – não devo desprezar-te por seres mulher, mas posso desprezar-te apesar de seres mulher, e este direito é tão meu como esse é teu)

(ah, e se fores mulher, experimenta a fazer o mesmo mas ao contrário. é possível que te surpreendas.)

(e depois venham cá contar como correu)

One thought on “Que Farias Se Ela Fosse Um Homem?

  1. Filipa
    26/02/2015 at 21:34

    Menino, começo por pedir desculpa por ir meter o nariz onde não sou chamada, mas lá no Pipoco, no último post, está uma anónima a dizer que gostava de comentar aqui , mas não sabe como, já li mais pessoas a dizerem isso, é facílimo comentar aqui, mas deve haver alguma coisa que confunde as pessoas, isto para dizer que se o Menino quiser lá ir explicar como se faz.

    Agora quanto a este post. Descobriram que não existe, só uma inteligência, mas várias inteligências, não é? e que existe uma, chamada inteligência emocional, forma de inteligência muito importante e que devia ser estimulada, treinada, qualquer coisa que a fizesse predominar, porque se não estou agora a fazer uma grande confusão de conceitos, parece-me que é a grande responsável pela maior ou menor capacidade de sentir empatia, a capacidade de sentir empatia é por sua vez, a grande responsável por sabermos colocarmos-nos no lugar do outro, conseguirmos sair de nós próprios, do nosso umbigo e conseguirmos olhar, vendo o outro e o seu umbigo. Quem tem capacidade empática, faz naturalmente, espontaneamente, durante a sua vida esse exercício, de tentar ver o mundo com outros olhos para além dos seus.

    Detesto a expressão “igualdade de género”, por exemplo, eu sou mulher, o Menino é homem, obviamente que não somos iguais, para já, porque não há no mundo duas pessoas iguais, depois, porque eu sou do género feminino, o Menino é do género masculino e sim, logo à partida isso já acarreta características específicas de género, sim, sim e sim e não me refiro, claro, às características físicas que são óbvias, mas a muitas outras que só não se tornariam óbvias, se nós mulheres nunca tivéssemos convivido com homens e vocês homens nunca tivessem convivido com mulheres. Portanto, chegarmos à conclusão que somos diferentes, não tem problema nenhum, os problemas só existem quando um género se assume como superior a outro, quando um género usa as suas diferentes características para chegar à conclusão que é superior ao outro e não apenas diferente esse é que foi o caminho errado que parece que vai tendo recaídas e sempre a precisar de novos combates. O meu género é diferente do seu, no entanto, a nossa diferença enquanto género, não faz que nenhum de nós seja superior ao outro. E sim, dentro do vosso género, tenho todo o direito de embirrar com alguns de vocês, como com algumas de nós, tal como vocês têm todo o direito de embirrar com algumas de nós e com alguns de vocês e isso não tem nada a ver com o género sexual, mas sim, com o género de pessoa.

    Ah! e não gostaria nada de ser uma dos rapazes, sou mulher, não sou uma dos rapazes. Gosto que me abram a porta e me deixem passar à frente, gosto que paguem a conta e claro que não é pela questão financeira, enfim, gosto do vosso cavalheirismo e dessas atenções todas, tudo isso é estimulante, são as nossas diferenças a tornar-nos mais próximos e não o contrário, são as nossas diferenças a fazerem de nós complemento, sem complexos nem hierarquias.

    Diferença, é só isso, diferença, não implica superioridade, ou inferioridade baseada nessa diferença.

    (Desculpe o tamanho do comentário Menino, exagerei, mas olhe, fui assim por aqui fora)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.