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Sex Hackers

sex standing upAs coisas fazem-se porque se pode, não é preciso outra razão. Tudo tem um potencial muito para além do manual de instruções, a utilidade de algo está na mente de quem vê. O arquétipo do hacker, antigo como a história, é o de quem sabe acender uma fogueira com palha de aço e uma pilha de 9V, é o de quem separa as gemas das claras com uma garrafa de água, é o de quem caça com gato. Mas é também o de quem inventa, o de quem experimenta, o de quem não só se interroga “porquê?” mas também se questiona “porque não?”.

O hacker é quem experimenta as coisas porque elas estão ali para serem experimentadas, e há todo um mundo de experiências por fazer. Sem hackers, nunca teríamos descoberto o sexo oral, o sexo anal, as posições do kamasutra, o papel dos lábios, dos dedos, dos dentes e das unhas. Foi uma hacker, a primeira mulher que pegou num pepino e achou que ele servia para outra coisa senão comê-lo; foi um hacker, o primeiro homem que inventou maneiras de se masturbar; foi-o quem descobriu que a utilidade da vaselina para o sexo.

O sexo não precisa de ser inovador para ser bom, mas é bom experimentar e inventar, explorar os corpos, os gestos, as sensações, as situações e os instrumentos. É isto que fazem os hackers do sexo, experimentam coisas a ver o que dá, de vez em quando fazem as mesmas coisas de outra maneira, a ver se é melhor. Mas o sexo é uma coisa a dois.

Ainda há quem tenha receio de experimentar coisas novas, quem ache que as pessoas sérias não fazem certas coisas, quem entenda mal o corpo e como se usa, quem tenha traumas, quem tenha dor, tenha nojo, quem se iniba com medo do que achem dele, quem se cale com medo de ofender os outros.

Perante isto tudo, os hackers do sexo nem sempre experimentam, nem sempre inventam, constrangem-se, contraem-se, não fazem aquilo em que são talvez melhores.

Por outro lado,se tiverem sorte, encontram quem alinhe nessa criatividade: quem fale e queira falar sobre o assunto, quem entenda e aprecie, até, o experimentalismo.

E, quando têm muita sorte, encontram outro hacker, e experimentam juntos o que a um e a outro passa pela cabeça. Não, o sexo dos hackers não é sempre diferente, nem todos os dias se anda pendurado dos candeeiros nem a fazer o carrinho-de-mão, mas há toda uma química que nasce de saber que podes sugerir o que te passe pela cabeça e de saber que o outro te há de sugerir o que lhe apeteça quando lhe apetecer. E o sexo bom também é isto: saber que estás à vontade para dizer o que te apetece (incluindo “não me apetece”). Se calhar o melhor sexo nasce disto, de saber que estás à vontade para falar.

7 thoughts on “Sex Hackers

  1. 29/10/2014 at 16:22

    …”Se calhar o melhor sexo nasce disto, de saber que estás à vontade para falar.”….e fazer!

    É isso mesmo!

    1. Jeronimo
      09/11/2014 at 19:34

      Exatamente para falar…….e fazer!

    2. 04/12/2014 at 13:15

      :)

  2. 29/10/2014 at 17:54

    o truque está em arranjar alguém que ouve a mesma canção ou pelo menos que queira ouvir a do outro :)

    1. 04/12/2014 at 13:16

      ou que queiram os dois inventar música em conjunto… :)

  3. Maria, mas não simplesmente...
    29/10/2014 at 21:18

    Excelente!

    1. 04/12/2014 at 13:16

      Obrigado, Maria :)

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