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Teoria Geral da Fodibilidade

Para uma mulher, a fodibilidade de um homem varia na razão directa da distância.
Para um homem, a fodibilidade de uma mulher varia na razão inversa da distância.
Salvaguardam-se as excepções e as ressalvas – que existem e estão bem determinadas.
Mas no caso geral, e sendo iguais todos os outros factores, uma mulher tem tanto maior tendência de querer foder com um homem quanto mais improvável isso fôr. Isto provavelmente acontece porque a mulher conceptualiza mais. Torna-se fácil, enquanto algo é improvável, imaginar e fantasiar sem qualquer preocupação prática. Quando os homens se tornam muito próximos (e isto vale no plano físico mas muito mais ainda no plano psicológico e relacional), as mulheres tendem mais facilmente que os homens a encaixá-los em categorias relativamente estanques. É mais difícil para a mulher típica decidir-se a foder com um amigo do que um homem achar normal foder com uma amiga.
Porque o homem típico é exactamente ao contrário. Por muito que possam fascinar-se por algo que está longe, há uma componente límbica e hormonal que os atrai para o que está ao alcance imediato. Não é que os homens não pensem na Christina Hendricks. Pensam, mas a proximidade tem neles um efeito diferente. Entre outras coisas, desliga-lhes uma parte significativa das sinapses.
E se pensarmos bem, há aqui um equilíbrio dinâmico que pode explicar boa parte dos problemas entre homens e mulheres.

38 thoughts on “Teoria Geral da Fodibilidade

  1. Anonymous
    18/05/2013 at 19:56

    Apesar dos padrões biológicos, os géneros estão a mudar e eu não arriscaria generalizações, ate porque isso só vem complicar aquilo que as vezes é tão simples (se não atendes o telefone se demoras dias a responder a mensagens porque raio não se entende a “directa” e em vez de desistir, como seria suposto, se intensifica a “perseguição”? Por causa dessa mania que as pessoas têm ou acham que devem ter de se “fazer de difíceis” só complicam. enfim, isto foi só ummexemplo)

    O meu modelo é muito mais simples:
    a fodibilidade de um homem ou existe ou não existe. Ele pode estar perto ou longe, se nunca se deu “o click”, dificilmente se dará. Se se deu, ele será fodível, era ontem, será amanhã.
    Um homem sem click de quem gostamos poderá ser um bom amigo, e amizades não se estragam nem com os copos, nem em situações de “grande apetite” (aqui admito que os homens sejam diferentes).
    Dentro dos fodíveis, há os que são apenas isso e há aqueles a quem também gostamos de contar a vida entre fodas. Isso acontece quando se gosta.

  2. 18/05/2013 at 20:53

    Anonymous,
    as generalizações são sempre um risco – ou melhor, não são: sempre que generalizamos sem factos e um estudo profundo, enganamo-nos.

    Por isso quando generalizo isso é muito mais uma provocação e um convite à conversa sobre o assunto do que alguma convicção de que subitamente descobri a pólvora.

    Em termos de fodibilidade, já estive mais perto desse modelo binário. Já conheci pessoas que passaram de fodíveis a não-fodíveis, já aconteceu o contrário, já perdi amigas por foder com elas, mas também já as perdi por não foder com elas.

    Para mim há pessoas com quem há essa empatia, esse click, e outras que não. Mas não fodi com todas as pessoas por quem senti vontade. E acredito que nem todas as pessoas que alguma vez me acharam fodível tenham fodido efectivamente comigo.

    Inclino-me a ver a fodibilidade de alguém como um valor que vai mudando ao longo do tempo e das circunstâncias. São mais raros os momentos em que se passa do fodível para o não-fodível, mas isso ainda deixa uma margem de variação muito grande dentro de cada quadrante.

    E o que leva alguém a dar um passo para transformar potencial em facto? Tem a ver com oportunidade e com coincidência de vontades, é certo, mas não terá a ver com variações na fodibilidade apercebida? Ter a noção de que algo pode realmente vir a acontecer se fizermos alguma coisa por isso aumenta, diminui, ou deixa na mesma a vontade de foder alguém?

  3. 18/05/2013 at 21:32

    muito gostava eu de conhecer as excepções à regra desta teoria. é que gostava mesmo.

    1. 19/05/2013 at 02:35

      Ela existem, nAnónima, elas existem, quer de um lado quer do outro.

    2. 19/05/2013 at 05:25

      ok, mas quais?

      1. Ricardo Ferreira
        12/01/2017 at 13:24

        Saudades tuas moçoila :D
        Bjão

    3. 20/05/2013 at 07:47

      nAnónima,
      Acredita quando digo que há homens que não escolhem a proximidade ao amor, e em quem a atracção não mirra quando a distância interfere. Que há homens que do outro lado do mundo se conseguem sentir atraídos pela mesma mulher como se estivessem ao seu lado, e senti-la próxima embora haja oceanos de distância, porque sabem o que querem e quanto o querem.

      E acredita quando digo que há mulheres que, mesmo tendo o homem por certo, não se desinteressam dele, mulheres que não se perdem na atracção das conjecturas e do jogo de fazer interessar mais um, mulheres em quem a atracção não diminui pela iminência do concreto, em quem a proximidade ao ponto de ver todos os defeitos da pele, todos os defeitos por dentro, não faz retraír, porque sabem o que querem e quanto o querem.

    4. 20/05/2013 at 07:55

      lamento. fiquei na mesma. falas em amor, é isso?

      já agora, nao acredito que haja homens ou mulheres certos/as, garantidos/as.

      as teorias são sempre bonitas, mas a sua aplicação é que deixa sempre muito a desejar.

      (obrigada pela resposta e boa sorte para o tal concurso).

    5. 20/05/2013 at 08:50

      nAnónima,

      Também não acredito em certos nem em garantidos, usei o termo “por excesso”, mas percebeste o sentido.

      Deixa-me responder-te com um bocadinho mais de detalhe, que as teorias validam-se é discutindo-as:

      Se olhares para a fórmula, há ali duas coisas que não foram explicadas: os coeficientes de atractividade “Att” (que é efectivamente o quanto alguém nos atrai, aquilo a que se possa chamar a “fodibilidade bruta”), e um “t”, que é a tesão basal de cada um, ou seja, e usando um termo inglês para o qual não me ocorre um equivalente exacto, quão horny uma pessoa é ou está.

      Disso tudo e da distância resulta a fodibilidade, ou “fodibilidade líquida”, que é a tal que varia com muita coisa, incluindo a distância.

      O amor? O amor, ou a componente “paixão” do amor, como a descreve Sternberg na teoria do triângulo, distorce as coisas, aumenta a atractividade de uma pessoa e baixa a das outras, por comparação.

      Mas há outros factores. Há coisas que baixam a tesão de uma forma transversal. Acredito que para os homens que gostam de futebol o facto do clube deles ter perdido o campeonato lhes afecte o “t”. Mas não faço ideia – nunca gostei tanto assim de futebol.

      (obrigado eu pelas perguntas e respostas, e obrigado ;) )

    6. 20/05/2013 at 09:32

      o que eu queria mesmo saber é qual é a razão de alguém que é “altamente fodível” se transformar em “não fodivel”?

    7. 20/05/2013 at 09:42

      (1) Descobres que te andou a mentir e manipular.

      (2) Descobres que afinal é um gaijo. Ver (1)

      (3) Descobres um facto qualquer terrível sobre ela. Por exemplo, que é do Portimonense, ou evangélica prosélita. Ou que vai no oitavo namorado em dois anos porque tem um irmão com 2m10 que lhes costuma partir a espinha.

      (4) Bate-te. Insulta-te. Falta-te ao respeito. (the real thing)

    8. 20/05/2013 at 09:44

      nada feito. não vou por aí. tem de ser algo mais.

    9. 20/05/2013 at 10:04

      nAnónima,

      Cada um sabe de si, mas eu, se uma gaija chegar a casa a mandar vir comigo e me der um tiro, deixo muito rapidamente de achar que ela é fodível e passo a achar que é mas é maluca e quero distância dela.

      Eu sei que há pessoas que levam porrada e ainda dizem “ah coitadinho, mas eu gosto tanto dele, ainda o acho tão fodível”.

      Para mim não dá. Para aí, já dei. Não dou mais. :)

    10. 20/05/2013 at 10:05

      :b desculpa, andava longe dessa realidade. :)

    11. 20/05/2013 at 10:12

      e há o cenário de descobrir que é um gaijo.
      essa nunca me aconteceu.
      mas era coisa para me tirar a tesão.
      :p

    12. 20/05/2013 at 10:14

      falava de coisas já mais concretas.

      (acredito que sim :)

    13. 20/05/2013 at 10:17

      presumo que por “mais concretas” não queiras dizer “mais tangíveis” – há pouca coisa mais tangível que um sopapo na cara :)

      queres elaborar sobre o assunto? por “já mais concretas”, queres dizer alguém com quem já se anda a foder? e o que é que pode levar a deixar de achar a pessoa fodível?

    14. 20/05/2013 at 10:20

      sim.

  4. Anonymous
    18/05/2013 at 21:59

    é óbvio que há os fodíveis que ao fim de algum tempo podem gastar o seu potencial de fodibilidade :) e os que não o eram e até passam a ser por mérito próprio, é verdade. mas são a excepção que confirma a regra (comigo) e pode dar asneira com ele a sair magoado. Daí que, amigos, amigos, fodas à parte e, para evitar constrangimentos, o melhor mesmo é que sejam gays

    1. 19/05/2013 at 02:53

      Um problema clássico.
      Curiosamente acontece muito menos vezes ao contrário – os homens não temem que as amigas mulheres lhes queiram andar a saltar para cima. Porque se não quiserem, dizem que não. E talvez porque muitas vezes até nem se importassem. É sempre ao contrário que aparecem estes receios, ou é impressão minha?

  5. Anonymous
    18/05/2013 at 22:09

    A vontade pode ser a vontade que não passa disso. Quando só se fode quando se gosta, simplifica tudo, até porque eles fazem o trabalho quase todo, nós só apontamos caminhos (para lá chegar, note-se!)

    1. 19/05/2013 at 02:38

      O conceito de foder por outras razões, embora amplamente documentado e conhecido, é algo que para mim continua a ser outro campeonato, um em que não jogo. :)

  6. Anonymous
    18/05/2013 at 22:13

    “Ter a noção de que algo pode realmente vir a acontecer se fizermos alguma coisa por isso aumenta, diminui, ou deixa na mesma a vontade de foder alguém?”
    És um pouco instável, não és?
    Quando se quer, quer-se, ponto. Quando se tem vontade hoje e amanhã já é assim assim, o melhor é nem voltar a pensar no assunto.

    1. 19/05/2013 at 02:48

      Sou a coisa mais instável do mundo, eu.
      Mas falava da diferença entre teoria e prática.
      Teoricamente a fodibilidade não muda assim tanto (a menos que a visão que temos das pessoas se altere profundamente).
      Mas a fodibilidade prática, para mim, altera-se. E ainda bem que se altera, não me apetecia andar por aí ainda hoje com vontade de ir foder todas as mulheres que já tive vontade de foder alguma vez na vida.

  7. Anonymous
    18/05/2013 at 22:49

    depois há os fodíveis que não o foram porque não se fode com mais deo que um ao mesmo tempo e passado muito tempo tudo fazem para encurtar as distancias. acho super sexy quando um fodível apanha um aviao para nos ver, uma versão mais aparatosa do encostar à parede e deixar-nos sem saída

    1. 19/05/2013 at 02:51

      Acontece, e é giro quando acontece.
      E isso do “sem saída” é outro pano para mangas… :)

  8. Anonymous
    19/05/2013 at 00:34

    Detalhes à parte, o importante é saber o que se quer e com quem, se forem 2 a querer, perfeito.

    1. 19/05/2013 at 02:48

      Exactamente. :)

  9. 19/05/2013 at 02:54

    É por isso que os casados são sempre os mais cobiçados.

    1. 19/05/2013 at 03:26

      Jibóia,
      Sim, creio que esta é uma das razões.
      A outra é mais um clássico, o do “selo de aprovação”. Se um homem é casado ou tem namorada, então isso pode querer dizer que ele é um tipo “que vale a pena”. E não é ele quem o diz, é a mulher dele… :)

    2. 19/05/2013 at 22:00

      Sim, velha história…

  10. Dri
    20/05/2013 at 06:31

    gosto como simplificas as coisas reais.

  11. 20/05/2013 at 07:25

    Dri,
    às vezes complicamos mais a vida do que ela deve ser :)

    (e não, nem tudo é simples, não é tão simples como o queremos pintar)

  12. Anonymous
    20/05/2013 at 09:03

    e esta, hein? Que tens a dizer sobre isto? :)

    “a rapariga por quem me queria apaixonar antes de me ter apaixonado por uma do continente sai do carro que parou em frente ao multibanco. sai a mãe primeiro, depois ela. sempre linda. acena-me. está feliz, no outro dia vi-a com o namorado novo. aceno de volta. aposto que me tem estima também. e que gosta de mim. como amigo.

    entretanto ponho-me a pensar nisto. é claro que não a engatei, nem nunca a engataria. os meus amigos também estão a olhar para lá. se eu reparei nela, a grande maioria dos homens vai reparar. é muita competição. e aí surge-me a revelação: é assim mesmo, só tenho de esperar. a que me quiser comer faz como fez a última, e a antes dessa, e a antes, e a antes. elas é que têm de querer, por mim quero sempre, desde que haja uma que queira. quanto ao ter iniciativa e ir lá consegui-lo, esquece. já chega de humilhação e desgosto.”

    ~entrada de 17 maio no http://euestouvivo.blogspot.pt/

    Maria

  13. 20/05/2013 at 09:37

    Maria,

    Não sou exactamente um consultório sentimental nem psiquiátrico, e não falo sobre ninguém só por um post, mas lá vai, estritamente sobre o que transcreveste:

    Começando pelo meio: a parte mais simples de entender é o “por mim quero sempre, desde que hja uma que queira”. O que isto significa é que este senhor quer foder. A fodibilidade das pessoas parece interessar pouco, para ele tudo é fodível, desde que abra as pernas.
    Não sei que idade tem o senhor, mas presumo que seja jovem. Quando se é jovem tem-se menos critérios. Ainda não se percebeu que a comida sabe melhor quando a escolhemos e a preparamos. Ainda não percebeu que as mulheres sabem melhor quando as escolhemos e elas nos escolhem. Que comer “o que houver” é coisa que se faz quando se tem muita muita fome ou quando são quatro da manhã e se está muito bêbedo e não se tem tino para mais.

    Isto é reduzir o foder ao plano puramente alimentar. E é o que ele está a fazer. Como os animais, como um mau caçador, vai esperar por uma presa mais indefesa, não lhe apetece correr atrás das saudáveis, especialmente se o tigre do lado correr mais que ele. Dá muito trabalho.

    E, sem o saber, vai comprovar a Teoria Geral da Fodibilidade: tornam-se menos fodíveis à medida que fogem e se afastam. Tornam-se mais fodíveis as que se aproximarem. Sejam elas quais forem. Quando nada funciona, nem a atracção, nem a escolha, nem o discernimento, quando a tesão fôr cega e indiscriminada, dá nisto. Puramente a razão inversa da distância.

  14. Anonymous
    20/05/2013 at 12:12

    Menino, estava tão, mas tão a provocar. :)))

    Como tu, acredito que o euexisto seja jovem. E os jovens desabafam muito, oh, se desabafam. Mas gosto de o ler. Não sei que nome se dá a isto, a uma pessoa que gosta de ler o ‘sofrimento’ dos outros. Ah, e gosto principalmente do desdém com que trata o seu sofrimento (o dele). Nunca apreciei pessoas que levam o seu sofrimento muito a sério. :)

    Entretanto, mudando de assunto, votei no Menino para BILF, pois claro! As tuas reflexões são muito, como dizer, fodíveis? Que ganhe o melhor! :)

    Maria

  15. 20/05/2013 at 12:39

    Maria,

    Eu percebi, mas uma boa provocação não é coisa para ficar sem resposta, pois não? :)

    Os alemães têm uma palavra para uma coisa parecida, mas não sei se se aplicará: “schadenfreude”, que significa “obter prazer ao saber do sofrimento dos outros”. Admito que não seja o caso, e que simplesmente gostes de acompanhar as venturas e desventuras de um blogger, e as peripécias que lhe vão acontecendo.

    É um tipo de blog popular, e como outro blog qualquer, é bom quando é bem feito e bem escrito.
    Pessoalmente nunca pratiquei o estilo “a novela da minha vida” nem o estilo “hoje comi sardinhas”. Há uma costela de Tolstoi que me falta do lado esquerdo, e outra de não-sei-bem-quê que me falta do lado direito. Mas não digo que dessa água não beberei, pode ser que qualquer dia experimente.

    Mudando de assunto, obrigado pelo voto! As minhas reflexões agradecem, orgulhosas e sensibilizadas ;)

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