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Uma História Não É História Se Não Acontecer Nada

ready_for_departure_by_nikonfreak-d4r52wsÉ mais fácil contar histórias de viagens; passar parágrafos a descrever lugares, partidas e chegadas. As viagens são bons pretextos para personagens que entram e saem, há sempre um velho algures que se põe a dizer epigramas, uma empregada de restaurante gira e jeitosa, que nos enche o olho uns minutos e depois não fica para complicar a história.

Não e tão fácil contar histórias de guerras, mas só porque a guerra dói. De resto, a guerra é um bom cenário para as histórias, pode acontecer lá muita coisa, e tens sempre a desculpa do stress para pôr os personagens a falar do passado ou do futuro, dentro da cabeça a fugir dali para um sítio qualquer.

As histórias fazem-se de surpresas, de coisas que acontecem, de alterações no equilíbrio do início e da luta para lá voltar, a um lugar onde se sinta que a história acaba.

Comparativamente, o mais difícil é contar histórias sem dramas, onde as pessoas são felizes e pronto. Contar histórias sobre o que se sente e sobre como se vive, sem o sumo das viagens, sem o ácido da dor, das voltas que a vida dá.

É mais difícil falar do amor sem desamores, falar do amor que parece igual todos os dias, e tentar mostrar que afinal o amor nunca é igual, é sempre um amor feito de fresco, todas as manhãs.

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